Mãe de Santo, Kátia do Ogun

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Mãe Kátia do Ogun é um raro exemplo de mãe de santo jovem, sua dedicação ao Candomblé começou desde cedo, e trabalha com dedicação no sucesso de seus filhos.

Estudo em colégios de freiras e quando adolescente adorava surfar, praticar esportes e se divertir como qualquer garota da usa idade. Nunca imaginou que um dia iria se tornar uma mãe de santo, embora já fosse “expert” em adivinhar o futuro dos amigos nas cartas, o que considerava apenas um passatempo

Mas, aos 14 anos, foi vítima de uma dor de cabeça que durou vários meses e que os melhores especialistas não foram capazes de curar. Em desespero, aceitou a sugestão de uma amiga de sua mãe, que a levou a um terreiro de Candomblé onde conseguiram aliviar a sua dor. Mas avisaram que, para ser curada definitivamente, teria que “ser feita no santo”, um ritual de iniciação que inclui, além das rezas, o isolamento e o sacrifício de raspar o cabelo. A partir daí, abraçou a religião e teve sua vida completamente modificada.

Iniciou a faculdade de Psicologia e foi dona de uma agência de Publicidade. Achou que conseguiria conciliar todas as atividades até perceber que sua felicidade estava em realizar o que gostava, ouviu seu coração e resolveu dedicar-se exclusivamente ao candomblé como mãe de santo.

Hoje, Mãe Kátia se preocupa com o bem estar das pessoas que a procuram, dedicada e zelosa com seu nome, trabalha com sucesso e utiliza o jogo de búzios em suas previsões.

“Quem não tem um caminho para seguir não está feliz, é preciso que elas tenham um caminho e sucesso nesse caminho.”

Lembra também que o Candomblé é a religião mais antiga do mundo, e que seu ideal é o respeito e harmonia de todas as forças da natureza. Uma grande guerreira, ela luta para que a religião afro-brasileira seja cada vez mais respeitada em nosso país.

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